sábado, 12 de dezembro de 2009

20 a 3

17!
E já são quatro.
AAAAAAHHHH!!!

Saia, caia
Desapareça!
Me largue, me esqueça!

Afunde-se, Foda-se!
Exploda!

Morra!
Vá ao inferno!

Mas que porra!
Vc não faz a minima falta nessa merda de mundo!

sábado, 20 de junho de 2009

Saudade do tempo que eu tinha o que escrever aqui!
Ah, não!
Saudade que significa alguma coisa.
Saudade, não!
Falta do que dizer causa atrofia cerebral. Ou não.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sabe?
Às vezes nada me tira de casa.
Tenho vontade de vegetar.
Sabe? Não sei...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Let me do it.
Let me try.
Let me down.

Só eu sei o que faço.
Posso voar até a lua, me afundar em um buraco.
Eu fiz, eu quero.

Meu corpo é de aço,
Eu destruo quem ataco,
todos aos meus pés.

Aos meus pés,
Às minhas ordens,
Ao meu comando.

Não quero saber quem vc é.
Vc não vale nada
sem mim.

Eu sou eu.
Sou o dono do mundo.

Let me do it.
Let me try.
Let me down.

Do alto do meu ego
eu não caio
Nesse mar de cegos
Eu sou o único a pensar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

piada

Hahahahahahaha!
Eu sou uma piada.
Uma piada engraçada muitas vezes
Uma piada de mal gosto em outras
Uma piada
Uma piada tentando ser uma comédia
hahahahahahahahahahahahaha
Uma piada correndo atrás da lua
Uma piada com um coração do tamanho de um balão
Uma piada
Uma piada brincando de viver
Uma piada tanto tiros para o alto
Uma piada marcando gols na parede
Uma piada
Uma piada que ri, ri de si mesma

Pois, se há uma virtude em ser piada, é poder rir
Rir e não ter medo de provocar risos alheios
Ora, se não é para isso que serve uma piada?
Então, eu sou uma piada
Escarrada, cuspida e pisada
Suja de óleo e lama
Uma piada
Uma piada que ri, ri feliz
Afinal, eu sou uma piada

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

20/02/2004

Lembro da última vez que minha mãe deixou minha casa.
Eu estava no sofá, ela saiu e quase não se despediu de mim, estavamos brigados por qualquer idiotisse adolescente.
Há muito tempo ela convivia com os sintomas que a levaram ao médico, outras visitas resultaram em remédios e motivos mal explicados, ao menos à criança que eu era. Ela nunca mais voltou.
Não me lembro quanto tempo durou, mas me dói mais que qualquer coisa no mundo lembrar de vê-la no hospital em Cachoeira, no quarto mais próximo da rua que sobe à casa de meu pai. De ir pra São Paulo e jogar talco nas costas que não mais sairiam da cama, de vê-la de cabelo curto, chorando ao nos despedir, de dizer que nunca a julguei uma mãe ruim.
E de receber a notícia no trabalho ao meio dia de uma sexta-feira de carnaval.
Eu sei que ela sofreu muito mais do que eu, sei que não sou o único a chorar por ela.
Eu daria um pedaço da mim, da minha vida pra revê-la, poder chorar no seu colo e saber se eu pude deixá-la feliz com tudo que fiz depois, e dizer que eu morro, mas eu nunca deixarei de ser filho de Gisele.